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domingo, 18 de maio de 2014

Yue Jaded - Memórias 01

Aquele não era um dos meus lugares favoritos, ainda assim eu gostava de estar lá e até me sentia confortável.
O cheiro dos livros misturados ao silêncio das pessoas ao redor... As velas e lamparinas quebrando a escuridão da sala sem janelas... Tudo isso fazia com que eu sentisse como se aquele lugar fosse um mundo a parte. Talvez, quem sabe, a ante-sala para diversos outros mundos e realidades que se escondiam em cada um dos livros.
Esta era a biblioteca e dentro dela eu viajei.
Estava ali sentado com uma enorme pilha de livros diante de mim. Estavam espalhados sobre a mesa, abertos em diferentes páginas que eu já nem sequer olhava mais. A concentração para continuar minha pesquisa desaparecera há pelo menos uma hora atrás e desde então não havia voltado.
Olhava ao redor e via uma série de pessoas em roupas de mangas largas e caídas. Vestes espaçosamente confortáveis, mas nem por isso menos estranhas.
...Bem... Mesmo que eu achasse as roupas estranhas, na verdade o estranho era eu. O único ali que não era aluno... O único de vestes claras naquele oceano de panos escuros.
Afastei os livros para o lado, cruzei meus braços sobre a mesa e a seguir deitei minha cabeça. Fiquei olhando fixamente para uma parede a qual tinha certeza absoluta que me separava do mundo externo. Havia neve lá fora caindo e flocos leves e brancos... E eu não precisava de janelas pra saber disso. Eu podia sentir.
Suspirei profundamente...
Meus olhos foram lentamente se fechando... Eu fui começando a adormecer...

- Com licença. - ouvi chamar ao meu lado.

A unica parte de meu corpo que se moveu foram meus olhos. Nem mesmo minha bochecha desgrudou um milimetro sequer dos meus braços quentes enquanto vislumbrava aquela jovem garota parada ao lado da minha mesa com uma porção de livros nos braços.
Seus cabelos castanhos e lisos desciam até pouco além dos ombros e seus olhos verdes reluziam com as luzes das velas sobre a mesa. Sua pele era branca, com algumas pintinhas espalhadas pelo rosto. Havia um contraste entre seus lábios rosados e suas bochechas avermelhadas.
Ela sorriu.

- As outras mesas estão ocupadas. Eu poderia me sentar aqui com você? Digo... A sua é a unica que ainda tem algum espaço.

Acenei que sim com a cabeça, mas ainda sem descolar minha bochecha de meus braços. Eu estava realmente confortável daquele jeito... Provavelmente a cena foi engraçada, pois ela sorriu novamente.
Ou talvez só estivesse feliz por ter encontrado um lugar para despejar aquele monte de livros e se acomodar.
Ela sentou na cadeira a minha frente, abriu uma fresta entra entre os livros que nos separavam e estendeu a mão.

- Meu nome é Danielle. Muito prazer....

"Poxa Danielle... Minha posição confortável..." - Pensei comigo. Mas ainda assim descruzei os braços, apoiei o queixo na mesa e fitando-a nos olhos a cumprimentei preguiçosamente.
Valeu a pena pelos olhos...

- Yue... - Balbuciei. - Yue... "O Estranho".
- Muito prazer, senhor estranho. - falou enquanto apertava minha mão. Fiquei grato por ela ter mãos quentes. - O que está estudando?
- Princípios da Alta Magia... Elementos Astrais... Fundamentos do Equilíbrio... E... - fiz uma pausa, apenas para aumentar o drama. - Também peguei esse livro de culinária.
- Culinária?
- ...Tem ilustrações muito realistas e apetitosas.

Dessa vez eu tive certeza que a risada era devido minha piada.

- Corajoso você. São livros muito avançados... Exceto pela culinária, eu diria.
- Como assim? Não subestime a culinária... Para mim é o pior de todos.

Desde então nos tornamos amigos.
Ela me contou a história de sua vida. Falou a respeito de sua cidade natal, seus amigos de infância, sua família, sonhos e desejos. Em troca perguntava-me a respeito de tudo aquilo que tinha curiosidade sobre o mundo lá fora e a meu respeito.
Não que eu respondesse tudo... Mas não posso dizer que era fácil dissimular e me esquivar de certas perguntas.

- Você está mudando de assunto novamente! - ela dizia. - Afinal, por que você que ser tão misterioso?
- Isso também é um mistério.

Logo a primavera chegou e eu tinha de partir. Os jardins já estavam coloridos e repletos de animais quando fui encontrar Danielle na sala de músicas para me despedir. Do lado de fora, no corredor, eu já podia ouvir o som de um piano e as risadas de Dani.
Bati duas vezes na porta e entrei. Uma amiga de Danielle estava tocando o piano e não se deixou interromper quando me viu entrar. Minha bela amiga no entanto estava sentada na janela que dava para as fontes do jardim com uma perna balançando para fora e assim que me viu arremessou o livro que tinha nas mãos.
Agarrei o livro no ar com facilidade usando apenas uma das mãos. Puro reflexo.
Desde que Dani descobriu esta minha habilidade não havia parou mais de arremessar coisas em mim, assim como havia feito naquele exato momento.
No entanto eu estava encantado com a cena.
A luz do sol da manhã invadia o comodo e a banhava de forma angelical. A aura dourada refletida em seus olhos e cabelos misturava-se com a música e eu não tive qualquer opção a não ser congelar no lugar e observar.

- Yue! - ela chamou. - Yuuuueeeeee!!!

A música já havia acabado e foi sua voz que me trouxe de volta para a realidade.
...Como raios aquele livro havia parado na minha mão?

- Vai ficar aí parado até quando? - ela perguntou enquanto fazia uma careta simpática.

- Eu estava apenas observando a paisagem.
- A paisagem é?
- Sim. Bela paisagem...
- Como você é bobo! - ela riu , se aproximou e me puxou pela mão. - Deixe-me lhe apresentar minha amiga. Yue, esta é Aria. Aria, esta pessoa da qual lhe falei... Yue Jaded.

Ela nos apresentou e notei no fundo dos olhos de Aria uma estranha familiaridade. Podia jurar que a conhecia de algum lugar.

- Yue? Então você é o famoso Yue Jaded? Ouvi muita coisa a seu respeito. - ela olhou para Dani nesse momento. - E posso garantir que nada do que ouvi é mentira.
- Você falou pra ela de como eu estou sempre atrasado, não é? - falei olhando para Dani.

Aria riu e Dani agarrou seu braço enquanto me olhava. Estava notando meus trajes, diferentes naquele dia devido a viajem que deveria fazer.

- Não, nada disso... - Aria continuou. - Ela comentou algo a respeito de "estranho", mas parece que sua adorável amiga prefere ignorar seus defeitos e só ver qualidades. Mas posso dizer duas coisas com certeza absoluta! Uma delas é que estou com ciumes! Vocês ficam tanto tempo juntos que ela nem lembra mais de mim!
- Aaah tá bom! - disse Danielle, apertando o braço da amiga e fazendo careta antes de lhe dar um beijo na bochecha.

Eu ri, mas sabia que aquelas palavras eram sinceras.

- E qual a segunda coisa?
- Você realmente está atrasado.

Coisa estranha de se ouvir de uma pessoa que mal conhece, ainda em um tom mais sério do que o da ocasião.
Durantes poucos segundos tentei compreender aquilo tudo. A sensação de já conhecer Aria... A maneira como ela falava comigo... Ainda assim fazia um esforço para não deixar transparecer minha curiosidade. Então apenas respondi.

- Tem toda razão.

Danielle pediu a Aria que tocasse mais uma música no piano e então, oferecendo sua mão me convidou para dançar.
...Como recusar?

- Esta não parece ser mais uma de suas costumeiras visitas. - ela começou falando. - Tem algo para contar?
- Na verdade... Bem... - senti um peso no coração e alguma coisa dentro de mim me fazia querer ficar. - Eu vim me despedir, Dani.
- Eu imaginei... - ela deu um sorriso triste e forçado, mas baixou a cabeça depois. - Já imaginava que logo isto iria acontecer. Quando você volta?
- Não sei dizer... Pra ser sincero é possível que não volte.
- E ao menos uma vez poderia me revelar um de seus segredos e contar para onde vai?
- Apenas se prometer não me seguir...

Ela permaneceu de cabeça baixa durante algum tempo sem dar qualquer resposta. Continuávamos dançando e eu pude sentir como ela estava confusa. Eu mesmo estava confuso naquele momento. Havia um oceano de duvidas e pensamentos que corriam para todos os lados num fluxo descompassado.

- Não sei o que dizer... - ela falou por fim. Ergue os olhos ao encontro dos meus e isto me preencheu com um profundo frio interior. - Talvez... Boa sorte?
- Isto é você prometendo? - arrisquei e ela simplesmente acenou que sim. - Então... Vou a Artafria, para a fortaleza de Artafria.

Ela parou no lugar e no mesmo instante se afastou de mim. Aria, notando a mudança do clima entre nós, também parou de tocar e passou a nos olhar com curiosidade.

- Por que? Por que você vai pra lá? - Danielle se afastou mais um passo como se visse a morte diante de si. Estava aterrorizada.
- Tem alguém que eu preciso muito encontrar... E algo que eu não posso deixar de fazer.
- Você sabe a respeito das histórias daquele lugar, não sabe? Sabe a respeito da besta? E do grupo enviado por Seriah? Todos que nunca retornaram?

Ela tinha razão. Havia milhões de motivos pelos quais eu não deveria partir. Mas por mais razões que ela pudesse listar, me peguei pensando que o único que realmente importava para mim era ela mesma.
Procurei prestar atenção a tudo o que ela dizia, mas em algum momento eu só consegui pensar que se ela pedisse... Se ela simplesmente pedisse...

- Yue! Você está me ouvindo? Do que é que você está rindo, Yue?!
- Eu estou... Apenas sorrindo.

De repente eu havia percebido. Eu havia entendido o que sentia.
Agora, mais do que nunca, eu tinha que ir.

- Pode ser um pouco de presunção minha, mas não pretendo morrer por lá, Dani. Eu sou Yue Jaded...
- Eu não entendo você. Achava que entendia até esse exato momento, mas... - ela se afastou e sentou na borda interna da janela. Baixou a cabeça e desviou seu olhar para fora. Não soube dizer se estava triste, irritada ou ambas as coisas.

Aria se aproximou de mim e olhou em meus olhos com um ar profundamente interrogativo expresso em seu rosto.

- Você não parece ser a mais ajuizada das pessoas que um dia conheci, mas isto não quer dizer que você não tenha algo ai dentro desta cabeça...
- Cuide bem dela.

Saí dá sala e deixei meu presente junto ao livro que ela havia arremessado em mim.
Me coloquei na estrada dentro de uma carruagem rumo ao mar. Pensava em tudo o que me havia sido dito. No grupo enviado por Seriah. No próprio Seriah e em como as coisas eram quando estava perto dele.
Quando a tarde do terceiro dia de viagem chegou  eu estava olhando através da janela da carruagem. Via as primeiras estrelas refletidas nas escuras águas do oceano para o qual eu seguia.
Muita gente não sabe, mas o vento carrega mensagens de todo canto do mundo.
...Eu sentia o vento... E ouvia suas mensagens.

O vento daquela noite me contava sobre Danielle.

sábado, 17 de maio de 2014

Em Desvantagem

Ouvindo: Gackt - Leeca

E então de olhos fechados sinto o sono chegar.
Se não fosse por essa tentativa de resgatar um velho hábito provavelmente já estaria dormindo.
Mas não posso desistir tão facilmente, não é mesmo?
Eu... Que um dia tive entre minhas promessas mais importantes "Nunca desistir".

Mesmo quando busco uma emoção... Mesmo quando busco uma memória.
O sol esta nascendo lá fora e o cinza do céu é quase tão cinza quanto as paisagens aqui dentro.
...Dentro de minha mente..

Não ouso reclamar de algo que eu mesmo construí.
Mas mesmo sem ter mudado, de alguma forma este meu eu não é o mesmo do passado.

O que vejo passando e o que vejo congelado em fotos já não tem mais qualquer significado.
Em minha mente tudo é apenas um amontoado de coisas sem significado. Sem importância...

E passando tão rápido.

Em segundos estará tudo acabado.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Yue Jaded e Amethista 02

Ouvindo: Gackt - Saikai Story (Instrumental)

Assim que avistou sua presa, Amethista apertou os olhos e prendeu a respiração por alguns instantes.
Inconscientemente seus movimentos se tornaram mais lentos e mais comedidos.
Estava a metros de distancia de seu alvo, mas ainda assim se encolheu atrás de uma árvore e não conseguiu evitar rir baixinho.
Lentamente voltou a olhar... Ele ainda estava ali, parado.

- Eu tenho que ser rápida! - ela pensou consigo mesma.

Saiu de seu esconderijo. Se posicionou ao lado da árvore e retesou seus músculos.
Uma brisa suave soprou em sua direção. Ela sentiu o cheiro da grama e das flores, mas nem percebeu. E então, de repente, irrompeu numa corrida desenfreada e até mesmo um pouco desajeitada, tentando atingir a maior velocidade possível no menor tempo.
A consequência foi uma grande aceleração numa corrida completamente descoordenada.
Seu grito veio tarde, mais como um aviso de cuidado do que como uma recepção calorosa, ainda assim, saltou sobre sua presa com toda a velocidade que havia conquistado.

- Yueeeeeeeeee!!! - gritou Amethista quando pulou.

E que pulo...
Ela havia adquirido este costume recentemente. Aproveitava-se de qualquer oportunidade possível para tentar pegar Yue desprevenido.
Todas as outras tentativas haviam resultado em falha, no entanto, ironicamente naquela ela foi bem sucedida.
Yue, que estava de costas para a garota mal teve tempo de se virar para olhar quando seus corpos se encontraram.
A cena passou para ele como que em câmera lenta. Uma garota de longos cabelos roxos o atingindo com a fúria de mil sóis numa espécie de abraço que mais parecia um jogador de futebol americano tentando atropelá-lo. De repente o céu apareceu diante de seus olhos e então o chão e novamente o céu.
Ele não apenas caiu para trás com Amethista sobre si, mas ambos acabaram rolando barranco abaixo numa mistura de braços, pernas, grama e flores arrancadas até finalmente pararem, metros longe de onde estavam.
Amethista começou a rir antes mesmo de Yue soltá-la.
Ele ainda teve tempo de abraçar e tentar proteger a cabeça da amiga de qualquer pedra enquanto amenizava a maior parte do impacto para ela, mas seu esforço passou completamente despercebido.
Naquele momento esta estava tão satisfeita consigo mesma que vazava alegria pelos poros.

- Eu consegui! - disse ela, eufórica. - Finalmente consegui!

Yue ainda estava deitado em silêncio olhando para o alto e vendo as coisas girarem enquanto a garota corria ao seu redor como uma criança de seis anos.

- Eu te peguei, Yue Jaded! MWA HA HA HA! - ela falou, parando e apontando para ele com uma pose de super vilã que não combinava em nada com as flores espalhadas pelo seu cabelo bagunçado e muito menos com as manchas de terra no rosto.
- Ok. Ok... Eu admito. Você me pegou, Amethista.
- MWA HA HA!
- Agora com licença... Eu tenho que me transformar em bolo.
- Sim, sim... Em bolo! Não, pera... Como é que é?!

Quando Amethista olhou novamente para onde Yue deveria estar só havia um enorme bolo de chocolate transbordando recheio pelas laterais.
Ela piscou algumas vezes, perplexa. Aproximou-se lentamente e com todo cuidado cutucou parte do recheio com o dedo.
Ainda mais devagar ela levou o dedo até a boca  e...

- É bolo mesmo...
- Sim... Sou um bolo.
- Você não pode ser um bolo, Yue!!!
- Agora que você me pegou minha maldição foi quebrada... Posso viver feliz em minha forma original. Eu sou um bolo, Amethista.
- Não...

Foi então que Yue-Bolo arremessou um morango que atingiu Amethista bem na testa.

- Hey! Não...
- Eu não posso evitar... - disse Yue-Bolo enquanto jogava outro morango e a atingia na bochecha. - É minha natureza de bolo!

Outro morango a atingiu... E mais outro... E outro...
Até que ela finalmente a garota acabou pegando um deles com a boca em pleno ar.

Quando seus olhos se abriram Amethista encarou diretamente os olhos negros de Yue. Ele a olhava com uma expressão curiosamente estranha e foi então que ela sentiu algo fazer cocegas em sua língua. Olhou para baixo e percebeu que tinha o dedo indicador de Yue dentro da boca.
Ela cuspiu e gritou, se afastando tão rápido pela cama que acabou caindo no chão e puxando os lençóis pela borda oposta.

- Bom dia, bela adormecida. - Yue falou como se nada tivesse acontecido.
- Bom dia... - respondeu Amethista, sonolenta e frustrada, no chão, levantando uma mão para acenar que estava bem.
- Que tipo de sonho você estav...
- Cala a boca. Saí daqui! - ela respondeu de imediato sem deixar o garoto finalizar sua pergunta. Yue achou melhor obedecer. Deu de ombros e saiu do quarto coçando a cabeça.

"Você fica melhor como bolo, seu idiota."

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Yue Jaded e Amethista

Ouvindo: L'arc en Ciel - Forbidden Lover (Piano Instrumental)

A noite estava fria e calma.
Mais uma daquelas noites solitárias em que o céu nublado parece fazer nossos pensamentos se perderem enquanto as nuvens escondem qualquer luz de esperança, seja da lua ou das estrelas.
Na cidade o movimento continuava o mesmo. Sexta feira... Quase sábado. Carros e pessoas passando.
Para elas não havia esta tal solidão. Ou talvez existisse sim. Uma marca tão fria quanto aquela noite, em cada coração humano que desesperadamente buscava por companhia, fosse nos amigos, em um abraço, em um beijo. Talvez em uma boa dança ou em um copo de bebida como aquele que ele raramente tomava.
Sempre lugares altos. sempre distantes da multidão... Um costume que poucas pessoas haviam notado ao longo de tantos e tantos anos humanos.
Contemplava o céu como há muito tempo não fazia...
Ouvia o vento soprando e não mais reconhecia as mensagens que trazia.
De todos os corações daquele lugar, seria aquele o mais solitário?

Leve como uma pluma a angelical garota veio descendo flutuando.
Ele, sentado no parapeito da sacada não esboçou qualquer reação quando ela parou levitando no ar bem diante dele.
...Como se fosse a coisa mais normal do mundo...
O tom roxo dos cabelos ondulados dela facilmente podiam ser confundidos com preto ou ruivo. Os longos fios balançavam ao vento.
Ela o fitava com olhos de iris igualmente roxas. Apertava os lábios em uma expressão preocupada de quem procura no outro a razão para tamanha apatia.
Uma busca continua e sempre sem respostas.
Ele não desviou o olhar. Encarava aqueles olhos quase ingênuos com os seus. Negros, profundos... Talvez vazios ou talvez tão repletos de memórias...
Alguém na rua, metros abaixo de onde estavam, gritou alto e riu. Uma garota que corria de sua amiga em uma espécie de brincadeira de bêbados. Foi como uma deixa para o suspiro de Amethista.
Ela inspirou profundamente e fechou os olhos enquanto deixava o ar escapar lentamente. Seu sorriso aumentou devagar até tomar por completo seus lábios, então, ainda flutuando no ar, aproximou-se de Yue até seus rostos não estarem mais distantes que um palmo.
Ainda sério, com a mesma expressão vazia, ele continuava a olhar.
Seus olhos não se descolaram nem por um momento enquanto ela lentamente ergueu a mão e com o dedo indicador cutucou a testa do parceiro.

- Vai acabar com rugas, senhor Yue Jaded. - Ela falou em tom descontraído, mas ele não reagiu ou respondeu. - E o que é isso que está bebendo?

Ela cheirou o ar e por um momento pareceu uma coelha ou um cachorro desconfiado.

- Isso é vodka? - Perguntou com olhos apertados. - Não acredito.
- Sake... - Disse Yue, respondendo enfim.
- E por que é que o senhor está tomando sake, senhor Yue? - ela perguntou enquanto que por dentro só conseguia pensar: "Isso, mantenha-o falando".
- É meu aniversário.
- Mentiroso...
- É o seu aniversário...
- NÃO É MEU ANIVERSÁRIO! - Amethista respondeu quase gritando.
- Eu estou bebendo... Por que...
- Por que...?

Ele pegou a garrafa e ergueu entre os dois bem na altura dos olhos.

- Olhe bem... - Ele disse enquanto agitava o conteúdo.
- O que é que tem?
- Eu bebo por que é liquido. Se fosse solido talvez eu comesse...

Um breve momento de silêncio se seguiu entre os dois depois desta péssima piada e Amethista se contentou em sorrir e balançar a cabeça em negação. Ela sabia, melhor do que ninguém, como ele se sentia. Estavam conectados de uma forma profunda e inseparável. Ainda assim, mesmo conhecendo seus sentimentos, ela não tinha como saber as razões.
Então como de costume ele fazia alguma piadinha e sorria. Apenas mais uma mentira... Apenas para dizer "Estou bem. Não se preocupe.".

- Seu idiota...

Ela sentou no parapeito da sacada bem ao lado de Yue e roubou seu copo.

- Hey, pega leve com isso. - Ele falou enquanto ela virava o conteúdo em um gole só. - Da última vez eu tive que te carregar.
- Recarrega! - Ela respondeu, ignorando totalmente o aviso e estendendo o copo.
- Já consigo prever como essa noite vai terminar...

Encheu o copo de Amethista e depois bebeu da própria garrafa.
Olhavam para as luzes da cidade, para os carros passando e para o grupo de amigos no qual as duas garotas que ainda a pouco brincavam agora cantavam desafinadas alguma musica velha.

- Yue... - Começou Amethista, sentindo as bochechas mais quentes e o álcool começando a subir. - Por que é que você quer destruir esse mundo afinal?
- ...Por que será...? - Ele respondeu, evasivo como sempre. E ela bebeu mais um gole.
- Yue... - Dessa vez ela se virou para olhá-lo. - Se você quer tanto assim... Faça o desejo...

...E ele se virou para encarar Amethista nos olhos e o vento soprou mais forte movendo suas roupas e cabelos.

- Faça o desejo... E eu realizarei.

Após alguns segundos naquela situação silenciosa, ela de repente se sentiu muito envergonhada e se virou pra frente, fazendo qualquer comentário bobo a respeito das pessoas na rua. Mais uma vez bebeu tudo de uma vez só e mais uma vez pediu mais.

Horas mais tarde Yue estava carregando nas costas uma jovem garota bêbada e meio adormecida.
Andava por uma rua quase deserta que já não era mais a mesma daquela grande cidade, mas sim um lugar totalmente diferente em um outro mundo.

- Você é quentinho! - dizia ela vez ou outras e o apertava firmemente como a um urso de pelúcia. Volta e meia também falava coisas como "Vamos nos mudar?", "Ikaos está muito gordo!", "Eu quero beber mais!"...
De Yue as respostas eram "Mesmo?", "Vamos sim.", "Sim" e "Nada mais de bebida pra você por hoje".

Ele a colocou na cama, tirou seus sapatos e a cobriu com o cobertor.
Estava prestes a sair quando ela o segurou pela mão.

- Vai ficar tudo bem... - Ela falou. - Eu prometo. Eu vou cuidar de você.

Yue sorriu.

- Você fala demais pra uma bêbada, sabia? - disse ele enquanto se abaixava ao lado da garota e ajeitava seu cabelo roxo para dar um beijo em sua testa.

"Obrigado..."

quarta-feira, 14 de maio de 2014

I just want... To know who I am...

Ouvindo: Goo Goo Dolls - Iris
Fazendo: Photoshopando uma abobora e ajudando o Arturo

Noite passada eu deitei e fui dormir. Rolei na cama como muitas vezes costumo rolar.
De um lado para o outro e então de volta para o começo. Relaxando o corpo e voltando a contrair cada parte de mim em um vai e vem de pensamentos.
Minha mente tem um oceano próprio. Com suas ondas, marolas, tormentos e tempestades que as vezes me trazem... Me levam embora... E quando finalmente caí no sono comecei a sonhar.

Vivia uma outra vida minha que não era esta, com pessoas que hoje em dia simplesmente não estão mais por perto... E era tudo tão normal, quando meu ser anormal pode julgar.
Escolhi em meu sonho algumas dúvidas diferentes... E decisões diferentes...
Como o que vestir num dia de trabalho. O que comer na hora do almoço.
Fiz escolhas que fizeram de mim um alguém que não reconheci e que poderia invejar.

E mesmo agora, acordado, depois desse longo dia e lembrando sem qualquer motivo desse sonho tão esquisito...
Eu me pergunto...
Quantos "eus" estarão vagando em diferentes caminhos. Fazendo as escolhas que eu não escolhi. Vivendo as coisas que eu não vivi. Sendo as coisas que não sou e tomando pra si o que eu deixei passar?
Quase sinto ciumes de mim mesmo por todas as vidas que estou vivendo, em diferentes universos e ao mesmo tempo...

Eu vejo tão claramente... Cada um de mim...
Cada meu eu...

E pensando nisso eu quase sinto medo.
Meu estomago se contrai. Sinto um aperto, uma dor no peito...
Eu não sei ao certo por que.
...Não entendo.

domingo, 11 de maio de 2014

Voltando

Ouvindo: 2 hours pure epicness mix - prepare for battle (Mwahahahaha)
Bebendo: Cappuccino!

Após algum tempo longe, só quase dois anos, estou de volta.
A minha percepção deturpada faz com que eu sinta que as coisas não estão muito diferentes de como costumavam ser. Chega a ser engraçado...
É como se houvessem dois de mim nesse exato momento. O primeiro está fazendo um levantamento de tudo o que mudou enquanto que o outro simultaneamente está notando tudo o que permanece igual. Entre as duas coisas eu tenho uma tendencia a preferir acreditar que tudo continua igual... É assim que me sinto.

"- Tudo continua mudando e por isso tudo permanece igual."

O outro "eu" não tem como competir com essa afirmação.
Deixando isso de lado, vamos lá...

Meu pais recente projeto foi plagiado de meu amigo Ken. Chama-se "Disciplinator"... O nome também foi plagiado. XD
A ideia é definir uma ou mais atividades que deverão ser executadas todos os dias no decorrer de 30 dias seguidos.
No meu caso as tarefas são "Escrever" e "Photoshopar". E sim... Este é o principal motivo pelo qual trago este blog de volta a vida depois de tanto tempo.
As regras que determinei para mim em relação ao "Disciplinator" são as seguintes:

1 - As tarefas escolhidas deverão ser executadas todos os dias;
2 - A cada dia que a tarefa for executada uma marcação será adicionada ao painel;
3 - Se houver um dia em que a tarefa deixar de ser executada, independente do motivo, o painel será resetado.
4 - Se a tarefa for completada em todos os 30 dias marcados devo me recompensar com alguma coisa.

...Só não sei com o que me recompensar.
Nunca fui bom com isso.

Escrever aqui já conta como o primeiro dia da tarefa "Escrever". E o photoshop...



Por hoje é só...
Escrever ainda tem sido algo complicado pra mim.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

De Volta a Torre


Ouvindo: The Coming Night (mp3 antiga, não faço nem ideia se esse é o nome da música ou da banda)
Lendo: Nada
Sentindo: Sono...

E lá estava ele sentado na janela da distante e quase esquecida Torre.
O vento mais do que frio soprava contra seu rosto. Seus olhos vagavam na imensidão do céu noturno, perdido em estrelas e pensamentos enquanto seus dedos deslizavam pelos relevos da velha cicatriz no peito.
Sentia como se o silêncio de eras estivesse afogando seu coração enquanto desesperadamente tentava calar a mente.
Ele já não lembrava quando havia sido a ultima vez que esteve ali, mas havia as ruínas e com elas as tantas outras memórias.
Como uma luz que atravessava a janela e pousava na prateleira de frascos e livros. Um ronronar folgado de uma sombra largada preguiçosamente sobre a mesa, sob a escrivaninha, dentro do armário, em cima da murada da sacada e certa vez até mesmo sobre o grande lustre.
E aquela voz gentil que sempre continha certo sorriso? Os avisos preocupados. As broncas por cada uma das mais de dez mil vezes em que arrumou uma nova encrenca. O olhar de censura, de carinho, de alegria...
Desviou seus olhos para o chão a metros abaixo de onde estava. A escuridão da noite o cobria com um manto sombrio e não havia nada a ser visto, mas ele conseguia lembrar.
...Ali sempre foi outono. A grama escura reluzia ao sol. Havia flores e havia árvores.
Um pano jogado sobre o chão com um cesto repleto de comida. O cheiro molhado da terra quando chovia. Pegadas de lama espalhadas pela Torre. E a cor laranja do céu no final da tarde.
Agora seu coração batia sufocado. Respirava profundamente como se pudesse inalar aquele passado de volta. E então o ar lhe escapava dos pulmões assim como a vontade e o mundo parecia se tornar cada vez mais pesado.
Deixou a cicatriz em paz e com ambos os braços abraçou as próprias pernas.
Ele nunca foi de reclamar, nunca foi de confiar e nem de acreditar que alguém pudesse lhe ajudar.
Então o silêncio do coração lhe subiu aos lábios.
Sorriu calado. Sorriu sozinho...
Sorriu como sempre sorriria quando estava sendo observado.
...Nunca foi de desistir. Mas estava cansado demais pra tentar.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Por que lutar?


Ouvindo: Diversas BGMs de Yu Yu Hakusho
Lendo: Nada...
Bebendo: Lá se foi eu toddy.
Comendo: Nada. Mas tá me dando uma fome.

Hoje fiquei divagando a respeito de Artes Marciais.
Eu não sei quando e nem qual foi à primeira arte marcial a surgir no planeta e... Bem... Não vejo como saber isso mudaria a minha vida, então nem ligo.
Na minha cabeça eu imagino, há milhares de anos atrás, alguns primatas se estapeando por comida ou coisa do tipo. Então o mais hábil em espancar vence! Eis que nasce a primeira arte marcial! Estapanque-Do... O caminho do tapa... E do espanco...
E então os macacos evoluíram pra humanos. Os motivos pra estapear e espancar passaram a serem outros além de comida. E claro que o “estapanque-do” também evoluiu.
Logo um dos macacos... Humanos... Ou sabe-se lá o que... Deve ter feito a relação entre o bater, gerar dor e obter o que deseja. Entendeu o funcionamento do medo, da força, da submissão, hierarquia e enfim, do poder.
E então as artes marciais foram usadas para subjulgar e se defender. Para ferir e para proteger... Lutar, enfim.

Eh...

Na minha cabeça a arte marcial nasceu antes ou senão ao mesmo tempo em que a luta.
A luta pode ser definida como processo no qual se determina quem é “mais forte”. Mesmo que “mais forte” possa significar mais rápido, mais habilidoso, mais inteligente ou até mesmo mais sortudo, dependendo do caso.
É onde diferentes capacidades, técnicas e habilidades são colocadas a prova.
E a arte marcial é o meio através do qual desenvolvemos habilidades e adquirimos técnicas. Desenvolvemos-nos dentro de nossas capacidades.

Mas o que eu realmente queria entender é por que praticar o treino de artes marciais se não há a pretensão de praticar a luta em si...
Hoje em dia o termo “arte marcial” adquiriu um significado meio esquisito pra mim...
Digo... Se alguém pratica o treino de uma determinada arte marcial para se proteger caso eventualmente seja necessário em uma situação de risco... Ok. Parece condizente com a definição que tenho na cabeça.
Mas e quando a pessoa pratica o treino de uma arte marcial apenas... Para ficar com o corpo definido, por exemplo?

E de qualquer forma... Talvez a principal questão...
Em nosso meio, que motivos restaram para lutar hoje em dia?
Estapanque-do por comida?



Sei que muitas artes marciais, principalmente aquelas mais antigas provenientes da China e Japão, possuíam princípios éticos de que as técnicas adquiridas só deveriam ser utilizadas em ultimo caso. Somente quando necessário para se proteger ou proteger os outros, nunca para causar deliberadamente o mal.
...De fato as artes marciais eram bem atreladas a princípios éticos e filosóficos. E digo que “eram”, no passado, por que minhas vivencias com as artes marciais me mostram que boa parte disso foi perdida...
E não, não acho que faça falta.
Engraçado é que, a meu ver, o que mais parece fazer falta não é a determinação para não lutar.
Nah... Isso parece estar culturalmente bem arraigado.
A luta... A briga... São coisas que em relação ao passado não só do nosso país, mas inclusive daqueles onde estas artes marciais nasceram, parece ocorrer com menor frequência.
Lutar virou coisa de vídeo game... Espetáculo de televisão...
Mesmo numa situação atual de luta, na qual um primata evoluído decide aplicar sua arte marcial sobre nós apontando uma arma e pedindo a carteira ao invés de bananas, somos condicionados e instruídos a não reagir.
Mesmo na pratica de treinos de artes marciais obtemos essa orientação.
Então, parece que o intuito dos mestres artistas marciais da antiguidade que pregavam a não aplicação da técnica chegou ao ponto de não precisar mais de reforço.

...Volto a perguntar...
Então, quando lutar? Pra que lutar? Pelo que lutar?

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

REIKIKI!


Ouvindo: A mesma música do último post.
Lendo: Nada de interessante...
Bebendo: Toddy, pra variar.
Comendo: Já comi! Pão de forma integral sem nada.


Faz tempo que nem posto nada e as novidades desde a última vez são...
No dia primeiro deste mês fiz um curso de Reiki!
Reiki é uma técnica japonesa que consiste na projeção da energia cósmica universal através das mãos com o intuito de curar. Claro que metade disso já daria pra deduzir apenas sabendo a língua japonesa e interpretando os kanjis de Rei e Ki...
Mas se aí você me perguntar: Esse trem funciona mesmo?
Vai saber... Mas da minha parte sinto que até demorou pra fazer esse curso. Era uma coisa que recorrentemente voltava à cabeça.
Fui iniciado no Reiki Grau 1 e não... Eu ainda não consigo dar kamehameha e nem hadouken...

...Mas continuarei tentando.

Seja como for, no dia seguinte ao curso, eu estava mega inspirado.
O resultado foi uma nova arte no photoshop e uma decopage doida em um mini baú de madeira.
A arte tá no DeviantArt e pode ser acessada por aqui... O baú eu vou meio que explicar como fiz...





Primeiro eu comprei a caixinha de madeira. Foi lá na 25 de Março, mas não lembro o nome da loja.
Com uma régua eu tirei toda a medida das laterais. Como o tampo é arredondado em duas de suas bordas, usei um barbante para contorná-lo e depois medi o barbante. Tudo muito simples.
Só não medi o triangulo que faz a articulação do fecho por que fiquei com preguiça.


Joguei todas as medidas no photoshop. Busquei uma imagem de uma madeira mais ninja que coubesse na resolução de 300 dpi... O resto foi só uma improvisação básica com formas e técnicas aprendidas em tutoriais antigos de photoshop.
Modelei o arquivo pra impressão.
No caso decidi imprimir em papel fotográfico no tamanho 20x25cm.
É muito importante checar na internet qual é o tamanho correto de formato pra esse tipo de foto, caso contrário, na hora da "revelação", o arquivo será ampliado pelo sistema (auto-resize) e todo o material de colagem ficará alguns milímetros maior.




Depois foi só recortar e colar na caixa usando cola branca... Aquela mesmo de escola.
Pra finalizar eu pensei em envolver a caixa toda com um papel adesivo transparente (contact transparente :P), mas ainda não fiz isso por que deu preguiça.
Se eu bem me lembro, essa caixinha custou R$3,90... A impressão da foto 20x25 cm custou... Sei lá, 2 a 3 reais no máximo...
...E parando pra pensar, dá pra baratear.
Ah sim!

Com a arte eu resolvi fazer um teste...
Mandei revelar 9 arquivos em forma de foto 10x15 e que, quando organizadas corretamente (como um quebra cabeça) formam a imagem original.
Tenho idéias pra usar isso... E o modelo teste tá no painel do meu quarto.

Infelizmente ocorreu um erro em alguma parte do processo e apenas a foto central está ligeiramente ampliada... Ainda assim ficou bem legal, hehehehe.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Final de Semana!


Ouvindo: ほぼ全部俺の笛】リコーダー多重録音でクロノトリガー/クロス小曲集... Seja lá o que isso quer dizer. XD Mas é da hora! E também a minha namorada no celular! *_*
Lendo: Nada! Mas já já vou terminar o Monge e o Executivo... Acho que é esse o nome.
Bebendo: Já bebi! Chocolate!
Comendo: Já comi! Torrada!

Waaaah! Segunda feira... A vida continua a mesma.
Sentado em minha cama, com o notebook no colo, vejo a luz do sol atravessando a janela e brilhando sobre meu chão supostamente branco. Meus murais estão vazios e há bagunça por todo lado por que ando preguiçoso demais para atualiza-los...
...Não sei quando começa, mas já sinto a primavera...

Maior folga, aew!

Esse final de semana foi bem divertido!
Sábado o Arturo e o Ken vieram aqui para uma mega sessão de vídeo game e jogamos Tekken 6 (?) e  Saint’s Row: The Third no PS3.
Recomendo! Muito divertido!
Sobre o Teken não tenho nada a declarar. Continuo tão bom quanto sempre fui... O que obviamente quer dizer “um lixo”. Já o Saint’s Row é bem da hora, uma pegada GTA melhorada e temperada de um humor sádico.
Quando os dois chegaram eu estava jogando minecraft e já logo comecei a contar, com direito a reconstituição ao vivo no próprio jogo, como se deu a minha vivencia traumática com os NPCs putos que me abandonaram. T___T
Quando a fome bateu fomos para o Extra pra capturar o lanche Pokémon.
O Ken queria preparar um hambúrguer ninja, partindo do zero, amassando a carne moída e tudo mais...
A principio eu não botei uma fé que ia ficar bom, mas vééééiiii...
Nota mental: Não duvidar mais
das skills culinárias do Ken.
Claro que antes disso acontecer demos o maior role pelo mercado coletando os materiais dos NPCs. O Arturo, muito sagazmente, decidiu trazer uma melancia inteira... Então pegou a melancia... Largou com a gente... E sumiu com a desculpa que ia arrumar um carrinho.
Nisso o cesto já estava cheio de coisas e ainda com a melancia já estávamos quase defuntando devido ao sobrepeso do negócio.
Bacon... Ovos... Carne... Alface... Tomate... Queijo... Pão... E muito refri.
Nussa! XD Depois que eles foram embora, de madrugada, ainda ataquei a geladeira e assei os dois últimos que haviam sobrado.
No domingo eu pulei da cama e já fui direto encontrar o Biscoito!
Passamos para um novo patamar nas aulas de dança e agora comecei a desenvolver minha primeira coreografia.
A principio tive que criar 16 movimentos que foram experimentados em diferentes músicas.  O detalhe é que a proposta do Bsk8 era justamente de primeiro criar a movimentação, então ficou tenso pra mim, que to mais do que acostumado a realizar processos criativos sempre ouvindo alguma coisa.
Mas deu tudo certo e foi bem loko.
Gravei o videozinho pra não esquecer, mas é claro que eu ainda não vou por aqui. Tá muito feio e muito curto!
No final da aula o total já haviam 24 movimentos e no entanto a duração, na música “escolhida” foi de apenas 10 segundos.
O resto do dia foi regado a mais minecraft e descanso para o corpo.
Já cavuquei tanta areia naquele mapa que quase aplainei o deserto inteiro...

Bem, é isso! Abraços!
Agora lá me vou! Partir na quest da Beauty Fair!