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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Por que lutar?


Ouvindo: Diversas BGMs de Yu Yu Hakusho
Lendo: Nada...
Bebendo: Lá se foi eu toddy.
Comendo: Nada. Mas tá me dando uma fome.

Hoje fiquei divagando a respeito de Artes Marciais.
Eu não sei quando e nem qual foi à primeira arte marcial a surgir no planeta e... Bem... Não vejo como saber isso mudaria a minha vida, então nem ligo.
Na minha cabeça eu imagino, há milhares de anos atrás, alguns primatas se estapeando por comida ou coisa do tipo. Então o mais hábil em espancar vence! Eis que nasce a primeira arte marcial! Estapanque-Do... O caminho do tapa... E do espanco...
E então os macacos evoluíram pra humanos. Os motivos pra estapear e espancar passaram a serem outros além de comida. E claro que o “estapanque-do” também evoluiu.
Logo um dos macacos... Humanos... Ou sabe-se lá o que... Deve ter feito a relação entre o bater, gerar dor e obter o que deseja. Entendeu o funcionamento do medo, da força, da submissão, hierarquia e enfim, do poder.
E então as artes marciais foram usadas para subjulgar e se defender. Para ferir e para proteger... Lutar, enfim.

Eh...

Na minha cabeça a arte marcial nasceu antes ou senão ao mesmo tempo em que a luta.
A luta pode ser definida como processo no qual se determina quem é “mais forte”. Mesmo que “mais forte” possa significar mais rápido, mais habilidoso, mais inteligente ou até mesmo mais sortudo, dependendo do caso.
É onde diferentes capacidades, técnicas e habilidades são colocadas a prova.
E a arte marcial é o meio através do qual desenvolvemos habilidades e adquirimos técnicas. Desenvolvemos-nos dentro de nossas capacidades.

Mas o que eu realmente queria entender é por que praticar o treino de artes marciais se não há a pretensão de praticar a luta em si...
Hoje em dia o termo “arte marcial” adquiriu um significado meio esquisito pra mim...
Digo... Se alguém pratica o treino de uma determinada arte marcial para se proteger caso eventualmente seja necessário em uma situação de risco... Ok. Parece condizente com a definição que tenho na cabeça.
Mas e quando a pessoa pratica o treino de uma arte marcial apenas... Para ficar com o corpo definido, por exemplo?

E de qualquer forma... Talvez a principal questão...
Em nosso meio, que motivos restaram para lutar hoje em dia?
Estapanque-do por comida?



Sei que muitas artes marciais, principalmente aquelas mais antigas provenientes da China e Japão, possuíam princípios éticos de que as técnicas adquiridas só deveriam ser utilizadas em ultimo caso. Somente quando necessário para se proteger ou proteger os outros, nunca para causar deliberadamente o mal.
...De fato as artes marciais eram bem atreladas a princípios éticos e filosóficos. E digo que “eram”, no passado, por que minhas vivencias com as artes marciais me mostram que boa parte disso foi perdida...
E não, não acho que faça falta.
Engraçado é que, a meu ver, o que mais parece fazer falta não é a determinação para não lutar.
Nah... Isso parece estar culturalmente bem arraigado.
A luta... A briga... São coisas que em relação ao passado não só do nosso país, mas inclusive daqueles onde estas artes marciais nasceram, parece ocorrer com menor frequência.
Lutar virou coisa de vídeo game... Espetáculo de televisão...
Mesmo numa situação atual de luta, na qual um primata evoluído decide aplicar sua arte marcial sobre nós apontando uma arma e pedindo a carteira ao invés de bananas, somos condicionados e instruídos a não reagir.
Mesmo na pratica de treinos de artes marciais obtemos essa orientação.
Então, parece que o intuito dos mestres artistas marciais da antiguidade que pregavam a não aplicação da técnica chegou ao ponto de não precisar mais de reforço.

...Volto a perguntar...
Então, quando lutar? Pra que lutar? Pelo que lutar?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Treinando no feriado!

Ouvindo: Björk – All is full of Love e outras musgas dela.
Lendo: Facebook e janelinhas do msn.
Comendo: Sanduiche de salame com maionese e um copão de Nescau.

Ontem eu caí no sono pensando no que escrever aqui. Aí hoje eu acordei, dormi, acordei, dormi de novo, acordeeeeeei outraaaaa veeeez e finalmente levantei... Era 10:30am.
Achava que tinha que trabalhar, mas só pra garantir liguei para meu “supervisor” e descobri que... Não... Poderia ficar em casa.
Mas ficar aqui fazendo o que?!
Migrei para o quarto do meu irmão onde durante algum tempo o assisti jogar vídeo game... Aí voltei pro meu quarto... Toquei violão... Joguei um pouco de Ragnarok e decidi assistir o anime desse jogo que há muito comecei e nunca havia passado do segundo episódio.
Tsukino Oni
Foi quando meu pai surgiu pedindo para que eu scanniasse alguns documentos e lá fui eu fazer isso. Poderia ter sido mais rápido se meu scanner não fosse tããão antigo. Mas, enfim... Nesse meio tempo meu primo Oni telefonou perguntando se não queria ir lá treinar com ele.
Como não? Assim que terminei de scanniar os beregodego, ranguei e lá fui eu de barriga cheia, mas não sem antes colocar nas costas um algo a mais.
Alguns anos atrás eu ganhei da minha linda namorida um presente de... Aniversário... Eu acho.
Um facão de kung fu para que eu pudesse aprender e treinar!

 
No entanto, eu parei com a arte marcial antes do nível necessário para aprender a lutar com facão... Resultado? Ele ficou “encostado”, de enfeite no meu quarto, durante um bom tempo. Motivo pelo qual, certa vez, levei bronca da namorida.
Luta de facões XD
Então, ao passar pela arma e lembrar o acontecido, decidi que seria uma ótima oportunidade para aprender, já que meu primo com seu sharingan e sua memória from hell com certeza ainda tinha a técnica fresca na memória.
É engraçado que nós começamos a praticar kung fu juntos. Eu um pouco antes que ele, na verdade. Lembro que sempre iamos juntos para a academia, caminhando e/ou correndo. Nos esforçavamos bastante. Eramos bem dedicados, obstinados e sempre querendo superar nossos limites. Eu tinha maior facilidade com a luta e ele com o que chamamos de formas (kachis e toichas).
Pose pra foto XD
Participamos juntos do primeiro campeonato de nossas vidas (e no meu caso o unico até o presente momento) e vencemos! Uma apresentação de toicha, luta combinada, que com muito custo consegui decorar. Afinal, a mega e ninja memória cinestésica é dele... XD
Hoje em dia ele está terminando o curso de Ed. Fisica. Continua treinando e treinando, cada vez mais forte. Não pratica mais o kung fu clássico, mas vem desenvolvendo uma filosofia marcial e uma forma de treinar muito pessoal que melhorou muito sua forma de lutar... Para minha sorte, já que ele me ensina... E para a minha desgraça, já que agora eu apanho, mwahahahaha. XD
Praticamente um gnomo...
Foram abdominais, flexões, levantamentos de perna, agachamentos, chutes, socos e afins. E claro, um pouco de luta também... Como não poderia deixar de ser, apesar de nas minhas atuais condições eu mal dar pro cheiro...
...O que não significa que algum dia eu tenha sido realmente bom. Pelo menos nunca fui tão bom quanto gostaria... Me falta técnica e força...
Mas de uma forma ou de outra, olha o tamanho do maluco -_-;

Mais ou menos duas horas de treino se somar tudo.







E tá de bom tamanho! Até mesmo por que amanhã tem parkour, com uma grande chance de o treino ser na chuva.
E pela manhã a primeira aula teórica da Quest da Carta de Motorista... Que gostoso.
Reparei que realmente não me incomodo mais com o fato de meu condicionamento físico de antigamente ter sido melhor do que o atual... Mas reparei que certas coisas não mudam.
Naquela época, quando me trancava na sala de ginástica do prédio, ouvindo o cd do Sonic PC e passava 3 horas ou mais treinando, no final eu só tinha um mesmo pensamento...
...O mesmo pensamento que me ocorre hoje em dia quando treino...
Magreeeeeloooo


 
“Tenho que ficar mais forte.”

Mesmo que hoje em dia existam muitos poucos motivos pra isso... Menos que antigamente com certeza... Mas ainda assim faz parte dos meus juramentos.

...Eu realmente tenho que ficar mais forte.